Diário do Queijólatra
Queijo e vinho: por onde começar

[exemplo] Juntar queijo e vinho raramente dá muito errado. O que costuma acontecer é um abafar o outro: o tinto encorpado apaga o queijo fresco, e ninguém entende por que o queijo parecia sem graça. Algumas regras simples evitam isso, e cabem na cabeça antes de abrir a garrafa.
Comece pelo peso
Queijo delicado pede vinho leve, e queijo intenso aguenta vinho encorpado. Pense na sensação na boca, e não na cor do rótulo.
Um queijo fresco de cabra e um branco bem seco têm o mesmo peso e ficam bem juntos. Um queijo firme, curado, com gosto de castanha, pede um tinto com mais estrutura, senão o vinho some.

Deixe a acidez trabalhar
Gordura e acidez se equilibram. É por isso que o queijo cremoso, de casca florida, fica tão bom com espumante: as bolhas e a acidez limpam a boca, e a mordida seguinte tem o mesmo gosto da primeira.
Na dúvida, abra um espumante. Ele vai bem com quase tudo o que está na tábua.
Duplas para começar
- Queijo fresco de cabra com Sauvignon Blanc
- Cremoso de casca florida com espumante brut
- Meia cura com Pinot Noir ou outro tinto leve
- Queijo firme e curado com Cabernet Sauvignon ou Syrah
- Queijo azul com vinho do Porto ou outro vinho doce: o sal do queijo pede o açúcar do vinho
Na hora de servir
Queijo gelado quase não tem cheiro nem sabor, então a tábua precisa sair da geladeira bem antes de o vinho abrir.
A ordem da tábua
- Tire os queijos da geladeira uns 40 minutos antes.
- Monte a tábua do mais suave para o mais forte e prove nessa ordem.
- Deixe água e um pão neutro por perto para limpar a boca entre um queijo e outro.
Para começar, escolha um dos nossos queijos e procure o vinho pelo peso. Errar aqui custa pouco: no pior dos casos, você abre outra garrafa.